domingo, 24 de julho de 2022

                       
                               Sete anos depois...

Olha eu aqui depois de sete anos revendo minhas versões antigas(no caso duas postadas).
Por um momento senti saudade de mim.. .
Saudade do que eu achava problemas grandes na minha vida.
Saudade da pessoa alegre e otimista que eu era.
Saudade de achar que eu tinha muitos amigos.
Saudade do meu jeito de vislumbrar um futuro extraordinário, mesmo considerando isso um grande mistério.
Saudade, muita saudade.

Sete anos depois, e eu me dou conta de que a vida é devastadora! Ela vai te mutilado!
Sete anos depois eu adquiri uma dor no peito e uma falta de ar, sensação de sufocamento. Tem dias que mais, tem dias que menos. Mas nunca passa.
Eu estou cansada. Eu estou muito cansada.
Eu não me reconheço mais e me sinto perdida em mim.

Claro que nem tudo é só desgracado, há muitas descobertas e realizações nessa jornada. 
Tive orgulho de algumas vezes e descobri uma Erikas bem estranhas, muito estranhas. E tenho tenttado resgatar algums erikas para me ajudar a atravessar um rio de desânimo que tomou conta da minha vida.


Hoje é domingo.
Eu nunca gostei dos domingos.
E o domingo é naturalmente aquele dia esmagador que vem com um exercício implacável te bombardear com todas as suas angústias e todos os vazios existentes possíveis sem nenhuma combinação.
E eu só estou tentado dar conta desses bombardeios mesmo sentindo que já estou gravemente ferida.

Talvez seja só mais um dia ruim, um clássico dia de domingo.
Tenho muita esperança que seja só isso mesmo...contráditório, náo é ?
Apesar de tudo, tenho esperança! 
Preciso ter!











quarta-feira, 8 de março de 2017

#8M

08/03/2017
                             
                                Para o ser mais forte do mundo!



Eu sou gratidão por todas que lutaram antes e sou persistência por quem virá depois.
Sou sutiã queimado, sou marcha firme, sou cartaz erguido.
Sou pílula, eleição, divórcio.
Sou Maria, Joana Darc, Princesa Isabel, Madre Teresa.
Sou leoa de 3 empregos, sou do lar, sou mãe solteira, sou princesa, sou soldada.
Sou a mãe exausta, deitada ao lado do berço. Sou a filha cuidadosa, sou diretora, professora, escaladora.
Sou a que dorme na fila da matrícula, sou quem dá a luz na porta do hospital, sou quem levanta com o Sol e quem dorme bem depois da Lua.
Sou a mão que protege, o olhar que entende, o colo que faz ninar.
Ah o ninar.
Sou eterno ninar.
Sou aquela que com passos leves caminha em silêncio pela madrugada.
Bebê com cólica, criança doente, adolescente estudando para o vestibular.
Eu sou o silenciar quando o nó vem até a garganta e sou o grito forte quando é a minha voz quem fará a diferença.
Sou o choro quieto enquanto a água escorre na nuca. Sou angústia, medo, e insegurança.
Sou oração, sou fé, sou filha.
Sou preocupação com a família, com a violência, o desemprego, a corrupção, a poluição.
Eu sou o pavor de atravessar uma rua escura, o medo da violência doméstica, e a vergonha do desrespeito.
Eu sou a dona do meu corpo mas a doadora de quase todo o meu coração.
Eu sou mulher. #MeRespeitaCaralho
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Autora: @a.maternidade

OBS: Voltandooo ao delírioo!!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Primeiro Delírio

    Bom, essa é minha primeira postagem!(nem sei mexer nessa porcaria ainda)
    Saí do Facebook, cansei daquele negocio lá, sabe!? Cansei de olhar a vida dos outros, estava esquecendo de viver a minha...
    Mas, sinto necessidade de escrever, de postar, de delirar...daí veio a ideia de um Blog. Não pretendo divulgar isso aqui, até poque esse vai ser um espaço para guardar todas as minhas alternâncias de humor, delírios, amores platônicos, pés na bunda...enfim! Será o resumo de uma vida DELIRANTEMENTE NORMAL.



E.N.G.Q.
10/07/2014.